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Principais Aspectos abordados no 1º dia do 26º Congresso de Governança do IBGC

21 de abril de 2026

Que satisfação poder compartilhar a riqueza de conhecimento que absorvemos no primeiro dia do Congresso do IBGC! Como representante do Centro-Oeste e, com muito orgulho, do meu querido Mato Grosso, sinto que estamos levando para casa uma bagagem de insights que vão além do boardroom, impactando a cultura e a estratégia das nossas empresas na região.

O tema central é Governança em um mundo disruptivo, e nesse primeiro dia foi contemplado a Governança Estratégica em Tempos de Instabilidade, com um foco inegável na liderança humana e na necessidade de Integridade, Humildade e Visão Global para prosperar.


 

1. A Humildade Como Antídoto para o Sucesso

 

David Feffer | Presidente do conselho de administração da Suzano S/A & Marcelo Silva | Vice-Presidente do conselho de administração do Magazine Luiza estavam juntos num painel sobre Liderança estratégica e cultura de inovação: o papel das pessoas na transformação organizacional, e de cara nos deu um lembrete crucial: “O maior inimigo de uma empresa é o próprio sucesso.” O excesso de confiança pode cegar a liderança para a mudança. A solução? A Humildade na Liderança.

  • Escuta Ativa e Curiosidade: A humildade se manifesta pela capacidade de escutar mais do que falar (a regra dos “dois olhos, dois ouvidos e uma boca”) e de fazer perguntas em todos os níveis, do chão de fábrica ao topo.
  • Cultura de 3 Pilares: A cultura organizacional deve ser sustentada por Valores (praticados pela liderança), Governança (execução e controles) e Inovação. O alerta foi claro: “Primeiro os valores, como consequência os resultados.” Se os resultados vêm antes, a cultura se danifica.
  • Integridade Inegociável: Na seleção de talentos, três qualidades são essenciais: inteligência, energia e integridade. Sem a última, as outras duas são danificadas.
  • O Coadjuvante é o Herói: A liderança eficaz atua como maestro, focada em apoiar e habilitar a execução, e não em ser o protagonista. A felicidade, segundo o palestrante, está em buscar o “Oscar de melhor coadjuvante”.

 

2. Clima e Sustentabilidade: Oportunidade e Não Custo

 

O painel sobre “Qual o papel do setor privado e conselhos nas COPs e no cumprimento das metas climáticas do Brasil?” que teve Rafael Segrera | Presidente da Schneider para a América do Sul e Valeria Café | Diretora-Geral do IBGC como debatedores, deslocou o foco da sustentabilidade de um custo para uma grande oportunidade de negócio e crescimento.

  • Vínculo com a Remuneração: A integração das metas climáticas à estratégia corporativa só é eficaz quando vinculada à remuneração variável da alta liderança. O alerta do Board Scorecard do IBGC é que mais de 60% das empresas ainda não fizeram essa amarração, criando um desalinhamento de incentivos.
  • O Capital Humano é o Gargalo: O principal obstáculo para a transição sustentável não é a falta de dinheiro, mas sim a escassez crítica de talentos e de profissionais qualificados. As empresas têm a responsabilidade de investir ativamente na formação de pessoas (como a meta de 1 milhão de pessoas da Schneider Electric) para acelerar a transição.
  • Escopo 3 e a Cadeia de Valor: O maior desafio reside no Escopo 3 (emissões na cadeia de fornecedores). As grandes empresas precisam assumir a responsabilidade de ajudar seus fornecedores a se adaptar, garantindo a resiliência de toda a cadeia.

3. Governança em Meio ao Caos Geopolítico

 

Andrea Menezes | Presidente do conselho de administração das Lojas Marisa & Manoel Carnaúba Cortez | Sócio-Diretor da Impacto Energia S.A. e presidente do conselho de administração da Petrobahia S.A. abordaram sobre questões globais, impactos locais e o papel da governança, trazendo a tona a Governança Estratégica em Cenários Globais.

  • Geopolítica é Risco de Margem: Nos setores de combustíveis e varejo, o risco geopolítico impacta o bottom line. A incerteza regulatória da Petrobras e a vulnerabilidade da importação de combustíveis exigem planos de contingência.
  • Risco Reputacional na Ponta: O varejo de vestuário enfrenta o desafio de certificar a conformidade trabalhista na cadeia asiática e o risco de sanções transnacionais (para empresas listadas em mercados como os EUA).
  • A Matriz de Risco Deve Ser Viva: O Conselho atua na retaguarda, antecipando choques de juros, sanções e tarifas. A matriz de risco não pode ser anual; deve ser frequentemente revisada e a diretoria precisa ser responsabilizada pelo seu domínio e execução.
  • Competências e o Formato “π”: A complexidade exige conselheiros que vão além de uma especialidade (“T”), buscando múltiplos pilares profundos (“π”), com lifelong learning e aprimoramento de soft skills como a escuta e a resiliência.

4. IA: O Foguete da Escala Operacional

Inovação e governança em tempos de velocidade exponencial foi o tema apresentado por Rodolfo Araújo | Diretor Jurídico e Tributário do iFood: um fascinante estudo de caso, mostrando aplicação de IA em uma gigante de tecnologia com mais de 60 milhões de usuários.

  • Automação na Veia: A Inteligência Artificial é o motor que permite operar com picos de 1,5 milhão de pedidos, fazendo 25 bilhões de predições em tempo real para calcular ETAs e alocar entregadores.
  • Agentes de IA: O Futuro do Trabalho: A empresa está escalando Agentes de IA (como a ‘Rose’ no atendimento) de 880 para 8 mil, que atuam como analistas e estagiários semi-autônomos, aumentando a satisfação do cliente e reduzindo o tempo de atendimento em mais de 70%.
  • IA Gera Valor Direto: O modelo de antifraude do iFood gerou um impacto de 30% no EBITDA no último ano, demonstrando que a tecnologia que previne perdas é um dos maiores geradores de lucro.
  • O Foguete da Governança: O iFood montou seu “foguete da IA” com rigor: usam o assistente interno TOCAM, com segurança by design, para evitar o vazamento de dados corporativos para plataformas externas.

 

5. Geopolítica e a Realidade Multipolar

 

O novo tabuleiro geopolítico foi apresentado por Alexandre Coelho | Professor de Relações Internacionais, Co-Chair do Comitê de Pesquisas Asiáticas e do Pacífico da Associação Internacional de Ciência Política, Pesquisador sênior do Centro de Estudos Geo-econômicos do Comércio e dos Investimentos da FGV-SP.

Ele trouxe o foco na urgência de adaptar a governança e a estratégia corporativa à nova realidade global. Sua apresentação consolidou a visão de instabilidade, alertando que a frequência de eventos geopolíticos está acelerando.

  • Geoeconomia e Blocos: O mundo é multipolar e o comércio virou um “jogo de soma zero”, onde o ganho de um representa a perda do outro. A interdependência econômica virou arma.
  • O Posicionamento do Brasil: A estratégia mais prudente para o Brasil, como potência média, é “acender velas para os dois lados” – mantendo a parceria com o Ocidente e maximizando as oportunidades comerciais com a China e países sob sanção.
  • Riscos a Monitorar: Quatro pontos críticos para 2025/2026: Guerra da Ucrânia, Oriente Médio, Sudão e, o mais perigoso, um erro de cálculo nos mares do sul da China envolvendo Taiwan.

O primeiro dia foi uma injeção de urgência e pragmatismo. Saímos de São Paulo com a certeza de que o sucesso na nova economia passa pela Humildade, pela Governança adaptável e pelo uso estratégico da Inteligência Artificial, sempre com os pés firmes nos nossos valores e na nossa visão de Stakeholder Value. Que venha o segundo dia!

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